Joalherias devem aproveitar potencial ‘Gen-Z’ para aumentar vendas

Estudo revela que esses novos compradores deverão representar cerca de 40% de todos os consumidores até 2020

Por Gabriel Moura

Uma nova geração de compradores, apropriadamente conhecida como Geração Z, deve influenciar novas estratégias de Marketing no setor de joias, apontou um novo relatório da Confederação Mundial de Joalheria (CIBJO). O estudo foi divulgado antes da abertura do Congresso CIBJO 2018, que acontecerá na Colômbia, em outubro.

Preparado pela Comissão de Marketing & Educação da CIBJO, liderada por Jonathan Kendall, analisou o impacto dos consumidores da geração Z (nascidos após 1996) no mercado de joias. O documento revelou que esses novos compradores deverão representar cerca de 40% de todos os consumidores até 2020.

“É essencial que a indústria de joias adote estratégias e métodos de Marketing apropriados para se conectar com a Geração Z”, avaliou Kendall. De acordo com ele, as antigas abordagens de mídia de comerciais de TV, planos de relações públicas de longo prazo e mensagens estáticas estão ultrapassadas. “Hoje é tudo sobre entrega rápida de mensagens interativas”, disse ele.

Estudos indicam que os membros da Geração Z contam com indicações de seus pares, que podem estar localizados em vários locais, o que significa que os joalheiros precisam criar produtos com apelo global. Eles também são mais conservadores e avessos ao risco do que a geração milênio, que os precede, mas ao mesmo tempo são decididamente social e ambientalmente conscientes.

Kendall também explica que as joalherias precisam aproveitar as plataformas de mídia social, como Twitter e Instagram, para transmitir suas mensagens. Essa tática inclui o upload de conteúdo original ou adaptado, como fotos ou vídeos com joias, postagens com acontecimentos pessoais que falem sobre amor, marcos e experiências, e usar celebridades ou influenciadores para se conectarem com os compradores – garantindo ao mesmo tempo que as mensagens sejam autênticas e poderosas.

“Precisamos mostrar que nos importamos, porque eles se importam muito”, acrescentou Kendall. “Devemos ser claros sobre o que representamos para que nossas empresas, marcas e produtos não sejam vistos como não-envolvidos, ou, pior ainda, opostos às causas sociais que são importantes para a Geração Z.”

 

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