Mudanças de estratégias para o engajamento online

WGSN dá dicas de como ajustar a comunicação para atrair o consumidor ao ambiente online durante o isolamento

Por Erica Mendes

A pandemia da Covid-29 e, por consequência, o fechamento do comércio têm exigido mudanças rápidas para engajar os clientes nos ambientes online e digital, afinal, todas as compras estão sendo realizadas por meio de site, celular (m-commerce), redes sociais (s-commerce), aplicativos de mensagens (c-commerce) e até televisão (T-commerce).

Para ajudar os empresários a ajustarem suas estratégias de comunicação para atraírem os clientes para esses canais, a head de novos negócios da WGSN América Latina, Julia Faria, divulgou três highlights que podem nortear a criação de ações e conteúdos engajadores.

Positivismo

“As estratégias de comunicação que trabalham a positividade estão sendo amplamente utilizadas pelos varejistas para se aproximarem dos consumidores, os incentivando a ficarem em casa, firmes e fortes neste momento. A Neiman Marcus, por exemplo, tem em seu site uma aba que divulga uma série de conteúdos sobre as alegrias nas pequenas coisas do dia-a-dia. A marca The Outnet criou um botão nos destaques do seu Instagram chamado ‘stay positive’, que também traz indicações de conteúdos e uma playlist para estimular a alegria. Aqui no Brasil, a gente viu a ação do Mercado Livre, que fez uma alteração na sua logomarca com o cumprimento de cotovelos com a mensagem: estamos juntos de mãos dadas ou não. Esses diversos recursos que estão sendo utilizados sob o viés da empatia e de positividade têm sido muito bem-vindos, pois funcionam como uma válvula de escape”, pontuou Julia.

Construção de comunidades artísticas

Assim como a positividade, a arte também é uma forma de escape. Historicamente, sua relação com às crises sempre impulsionou grandes movimentos artísticos e agora isso não é diferente. “A gente tem visto as marcas se aproximarem de movimentos de jovens criativos e de manifestações artísticas para se comunicarem com o consumidor. A Bottega Veneta lançou um projeto coletivo que se chama Bottega Residency. Trata-se de um site que, semanalmente, traz um criativo convidado para dar suas dicas pessoais de livros, filmes e, até mesmo, para falar de suas próprias referências criativas enquanto artista. Outras marcas como a Miista (calçados) e a Topshop estão abrindo suas redes sociais para tutoriais de poesia, de ponto cruz, de fotografia, inclusive dando espaço para manifestações de jovens artistas. Aqui no Brasil, estamos vendo a explosão do engajamento com as lives e como isso tem trazido retorno às marcas, inclusive de investimento”, destacou a profissional.

Mensagens sobre o futuro

“O momento atual tem acelerado uma série de tendências já previstas pela WGSN. Quando a gente fala sobre tecnologia, sustentabilidade, comportamento, de forma geral, e o que as marcas têm feito e o vão fazer, cada vez mais vemos elas se posicionarem a partir de mensagens sobre um futuro positivo. O designer inglês Christopher Raeburn é um ativista de moda sustentável que tem usado seus canais para trazer os aprendizados que vêm com a Covid-19. Eu gosto muito deste exemplo porque ele fala sobre o que a gente pode tirar de melhor e aprender com esse momento. Não é sobre negar os desafios e nem tudo o que tem de negativo atualmente, mas sobre aprender com eles. Acho que isso traz um aprendizado muito grande sobre o futuro (positivo) almejado”, finalizou.

Cabe destacar que todas as dicas da Julia Faria fazem sentindo quando aplicadas de forma genuína pelas empresas, isto porque, cada vez, mais o consumidor irá cobrar um posicionamento verdadeiro das marcas. “Quando falamos de positivismo, tanto em relação ao estímulo de sentimentos quanto ao olhar de futuro, é fundamental compromisso com as práticas e com o propósito da marca”, divulgou a WGSN Brasil em seu perfil no IG.

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