O conceito de luxo mudou!

WGSN traz sua visão do novo luxo e o setor joalheiro pode sair ganhando

Por Erica Mendes

WGSN O NOVO LUXO

No último dia 31 de janeiro, a gigante de tendências WGSN divulgou em suas redes sociais sua visão de como o conceito de luxo, de fato, está mudando. 

Há anos, muitas análises preditivas já eram anunciadas no sentido de menos ostentação, menos excessos e não ao essencial, mas poucos tinham essa percepção na prática, impactando, de certa forma, o consumo deste mercado. 

É claro que não temos como negar que muitas transformações aconteceram. Não é de hoje, por exemplo, que o luxo vem canalizando quase todas as suas energias para se relacionar com o público jovem (que até, então, para alguns não considerado um grupo com poder aquisitivo para produtos com diversas cifras) e para proporcionar cada vez mais experiências e inovações, dialogando diretamente com as nossas emoções. 

No entanto, agora, as mudanças abarcaram outras esferas como propósitos claros e uma maior consciência a temas que são de importância coletiva, que parecem estar mais perceptíveis ao olho de todos (inclusive daqueles que não consomem artigos de alto valor). 

Neste sentido, o ato de consumir passa a ser ‘cool’ se for consciente, valorizando o uso versátil, a alta durabilidade e a significação de algo além do valor monetário. E é exatamente sob esse viés que a joalheria pode se valer – e muito – para fortalecer seus negócios. 

Leia abaixo a íntegra do texto da WGSN sobre o novo luxo.

As noções de luxo irão transcender as questões como estética e exclusividade para opções que ofereçam benefícios não apenas na esfera individual, mas coletiva. A pandemia expôs a fragilidade dos sistemas sociais, políticos e econômicos globais contribuindo para uma maior conscientização por parte dos consumidores.

Antes definido quase exclusivamente pelo preço, o mercado de luxo está testemunhando uma mudança na mentalidade do consumidor caracterizada pela valorização e consideração não apenas de aspectos materiais, mas também da inclusão de valores imateriais no momento da compra.

Com a promoção de ideias de consumo excessivo e o desperdício ficando cada vez mais obsoletos, as marcas precisarão desafiar ideias preconcebidas de luxo, acabando com o excesso e o não essencial, à medida que a jornada do luxo estará cada vez mais ligada em oferecer soluções sob medida no presente, mas, ainda mais importante, ao longo do tempo. Peças com alta durabilidade, de materiais e produções conscientes que refletirão um alto valor agregado além do monetário, resultarão em um item que represente além de um objeto, um significado e uma memória contida”.

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