Cartier está redefinindo o marketing de luxo

Joalheria francesa está focada em criar ações que geram experiências únicas

Por Erica Mendes

Para Cyrille Vigneron, CEO da Cartier, “o luxo é cada vez mais parte da cultura, faz parte dos nossos sonhos, da filosofia, da sociologia … ele tem que se conectar com os pensamentos e preocupações atuais”. E a equipe da joalheria francesa entendeu muito bem o recado.

Para o relançamento de icônico relógio masculino Santos de Cartier, a grife organizou um simpósio de três dias com palestras na charmosa cidade californiana de São Francisco, nos EUA, que, na verdade, foi mais uma conversa no formato de TED do que aqueles eventos corporativos formais. Líderes das indústrias de vários segmentos estiveram presentes: o artista Devlin falou com Larry Jackson, da Apple Music; Bob Roth, o pai ocidental da Meditação Transcendental, discutiu com o surfista Laird Hamilton o medo que a fúria da natureza gera, entre outros.

‘Social Lab’ da Cartier, em San Francisco, para o relançamento do relógio Santos

Mas o que esse evento tem a ver com o relançamento de um produto? E a resposta é: tudo. A marca criou uma oportunidade de ouvir algumas das mentes mais brilhantes falarem com nenhum outro propósito além de compartilhar ideias. “O ponto de partida quando se pensou no lançamento foi simplesmente o de não torná-lo um evento de lançamento”, explica Vigneron.  “Louis François Cartier era conhecido por sua audácia, por ser realmente do seu tempo. Então o que parecia realmente ser necessário era devolver essa energia e visibilidade à marca”.

Apenas os mais atentos notaram que cada um dos alto-falantes exibia o relógio. Nenhuma vitrine, nenhum display, nenhuma oportunidade de comprar, nem mesmo uma xícara de café com a marca Cartier. Nada de tangível fez parte desse encontro. O que ficou na lembrança foi apenas a experiência.

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